segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Callgirl


Nem só dos atributos fisicos de Soraia Chaves vive este filme.
Com um elenco recheado de bons actores portugueses, António Pedro Vasconcelos, brinda-nos com um argumento, que realça o facto de todos sermos capazes de corromper, para alcançarmos os nossos objectivos, mesmo que sejamos uns cordeirinhos neste mundo cruel.

Uma prostituta, um autarca local, um policia e um representante de uma multinacional, cruzam-se numa história, onde o tema fulcral é uma investigação, envolvendo um autarca de uma pacata aldeia alentejana. Este vê-se subjugado a uma bela Soraia Chaves e a tudo o que está por detrás dela, deixando-se levar pelo mundo da corrupção.
Fiquei com a impressão de estar a ver um filme americano, falado em português, dentro do nosso Portugal pequenino, com muita acção e bons diálogos. No que concerne á parte técnica, o filme deixa muito a desejar, uma vez que somos surpreendidos, na tela, com a visita de alguns microfones. Mais, quando é filmada a parte final, da descolagem do avião, António Pedro Vasconcelos, por escassez de meios, teve que recorrer a imagens da TAP, daquelas que apareçem quando levantamos voo. Enfim já sabemos que em Portugal, o orçamento para este tipo de filmes, é sempre apertado, no entanto, é de louvar a iniciativa pela realização de filmes de acção na lingua de Camões. Estou em crer que estamos perante um dos melhores filmes do cinema português, em que muito contribuíram as actuações de Nicolau Breyner e Ivo Canelas.
Relativamente á nossa Soraia, tenho medo que a menina fique agarrada só a este tipo de papeis.